Grand Palace e os principais templos de Bangkok

Em duas semanas de Tailândia e Camboja, separamos 2 dias para Bangkok no começo da nossa viagem e 2 dias no fim. Tudo isso porque chegamos ao país no aeroporto internacional da cidade. O Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi – BKK – é  uma das principais portas de entrada do sudeste asiático.

Chegamos ao hotel já no começo da noite, então o que eram 2 dias se transformaram em apenas um único dia inteiro pela cidade, pois na sequência já embarcaríamos pra Chiang Mai. E o que fazer num único dia?!

Tentamos otimizar ao máximo nosso tempo mas sem fazer as coisas na loucura, porque a gente sabe que muitas vezes na tentativa de ver tudo acabamos não aproveitando em nada o que programamos pra ver. A ideia era conhecer alguns lugares ícones da cidade e conseguir sentir também qual era a do lugar. Decidimos então fazer um tour por pontos bem importantes, todos eles muito próximos, o que ia facilitar bastante pra gente.

Quando olhar o mapa abaixo, não subestime as atrações pela proximidade: todas elas são bem imensas e com bastante coisa pra ver. Você vai andar um tanto bom, e com o calor de Bangkok vai parecer que andou o triplo. Esteja sempre com uma garrafa de água porque o calor da cidade não perdoa. Além disso, as atrações são todas lotadas sempre, o que muda o quanto estará cheio é o horário que você chega. Dê preferência por chegar bem cedo aos locais de visitação. Caso não seja o tipo de pessoa que acorda cedo, deixe pra ir mais perto do horário de fechamento.

Antes de falar um pouco sobre os lugares visitados, é importantíssimo a gente falar sobre o que vestir. Não tô aqui pra dar dicas de moda não. Na verdade, para visitar os templos na Tailândia não podemos nos vestir de qualquer jeito. E em Bangkok a rigidez com a vestimenta é ainda maior, principalmente porque em outubro de 2016 faleceu o rei Bhumibol Adulyadej, conhecido como Rama IX, após 70 anos de reinado. E a parada é bem séria por lá! O rei é tido como um semi-deus, então por toda a cidade você verá fotos do falecido rei. Até mesmo nos voos que fizemos por toda a Tailândia, antes da decolagem sempre era feito um anúncio dizendo o quanto a ausência da ilustre figura de Rama IX será sentida por todos e que ele continua vivo no coração dos tailandeses.

Foto da família real: à esquerda o falecido Rama IX, à direita sua esposa e mãe de Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun, que se encontra ao centro e é o atual rei da Tailândia.

Portanto, quando for visitar templos e o Grand Palace, homens devem estar com calça comprida e camiseta. Não pode ser regata. Mulheres devem estar de calça ou saia longa, blusa com manga – pode ser curta – e de preferência sem decote exagerado. Esqueça as roupas rasgadas, mostrando parte das pernas ou joelhos. Então, se for visitar algum templo – e não quiser cozinhar dentro da sua roupa – escolha roupas leves e de preferência de fibra natural, ou leve na bolsa ou na mochila uma calça e troque apenas na hora de visitar esses locais. Você verá muitas pessoas de preto, ainda em luto.

Como chegar

Como ficamos hospedados às margens do Chao Phraya, no Lebua at State Tower (leia o post sobre o hotel aqui)utilizamos a linha expressa de barcos que fazem toda a extensão do rio. Saímos do píer Sathorn – Central Pier e por apenas 40 Baht por pessoa, aproximadamente 4 reais, fomos até o ponto N9 – píer Tha Chang. Existe um barco para moradores locais e um barco para turistas. O barco com turistas tem um guia que fica anunciando todos os píers em inglês e explicando quais as principais atrações próximas àquela parada.

Nosso percurso foi primeiro visitar o Grand Palace e os templos que ficam dentro do mesmo complexo, sendo um deles o do Buda de Esmeralda, depois visitar o templo do Buda deitado que fica bem próximo do Grand Palace e do mesmo lado da margem do rio. Ao final dessa primeira etapa, terminamos próximos ao píer N8 – Tha Tian. Nesse píer pagamos 2 Baht por pessoa para cruzar o rio e visitar o Wat Arun – templo do amanhecer – e de lá pegamos o expresso de volta ao píer Sathorn.

Vista do rio Chao Phraya, um dos meios de se locomover pela cidade de Bangkok.

A decisão por esse trajeto foi não só por acharmos mais adequado – prefiro ir ao ponto mais longe e ir retornando ao meu ponto de partida, levando o cansaço que vai se acumulando durante o dia em consideração – mas também pelo horário de funcionamento das atrações. O complexo do Grand Palace fecha mais cedo, às 15h – 15:30h. O templo do Buddha reclinado – Wat Pho – e o Wat Arun ficam abertos até às 17h. Leve isso em consideração também para se programar e não dar com a cara na porta. Os dias em Bangkok são claros por muito tempo nessa época do ano – o pôr-do-sol acontecia sempre por volta das 18:45h. Isso pode fazer com que você ache que ainda está cedo e que dá tempo de fazer tudo, e pode não ser bem assim.

Outros pontos que destacamos no mapa foram 2 restaurantes/bares que valem a pena e ficam bem próximos aos pontos de interesse e com uma vista ótima do Wat Arun – adoramos registrar todos os momentos e locais assim tem um lugar especial no nosso coração. rs

Grand Palace

Na nossa opinião, o lugar mais lindo a ser visitado em Bangkok. É uma overdose de detalhes, brilho e ouro. Maravilhoso mesmo! Qualquer fila quilométrica que você encontrar aqui será recompensada quando você começar a andar por todo o complexo.

O ingresso para entrar no complexo custa 500 Baht, aproximadamente R$50, e dá direito a visitar também uma exposição do mobiliário e itens de decoração da família real. É tanta coisa pra ver por lá e tudo enche tanto os olhos que não é muito difícil perder a noção do tempo.

À esquerda: Phra Siratana Chedi; no canto sup.: corredor que cerca a área dos templos do Grand Palace; no canto inf.: detalhe da construção de um dos templos.

O complexo do Grand Palace compreende não só o Palácio Real mas também um conjunto de templos e prédios oficiais.
O Grand Palace foi utilizado como residência oficial da família real até 1946, quando Rama IX decidiu mudar-se para o Palácio de Chitralada, em Bangkok, mas fora do complexo. O Grand Palace, no entanto, ainda está muito em uso, e muitos rituais reais são realizados aqui todos os anos. Outras cerimônias reais aqui são as coroações, funerais, casamentos e banquetes de estado. O jardim do palácio também contêm os escritórios e edifícios da mesa da casa real, o gabinete do secretário particular do rei e o Instituto Real da Tailândia.

O Palácio Real, utilizado como residência do rei até 1946.

Existem vários templos dentro do complexo, e você possivelmente ouvirá mantras sendo entoados enquanto passeia por aqui – coisa mais linda de presenciar. O principal deles é o Templo do Buddha de Esmeralda – Wat Phra Kaew. O templo foi construído em 1784 para abrigar o Buddha que é o objeto mais sagrado do país – e que na verdade não é de esmeralda, mas de jade. O Buddha foi encontrado em Chiang Rai, uma cidade do norte da Tailândia, em 1434. Até que encontrasse sua residência final em Bangkok, a imagem passou por algumas cidades e templos, inclusive o Wat Chedi Luang que nós visitamos em Chiang Mai – e vamos contar aqui no blog como foi.

O Wat Phra Kaew é uma construção cheia de detalhes – assim como as outras que encontramos aqui – e de um colorido que se destaca de todo o conjunto. Durante nossa passagem por Bangkok, o templo estava com uma parte em restauração (a sensação que temos é que esse processo é constante pra que seja mantido de forma impecável), mas ainda assim ficava bem nítida a diferença dessa para as outras construções. Em seu interior, o Buddha de Esmeralda fica sobre um altar de ouro. Pra quem entra meio perdido talvez nem note a pequena imagem lá no alto. É pequena comparada à estrutura do altar feito pra ela, mas que reflete ainda assim toda a grandiosidade que representa. A imagem do Buddha está sempre vestida de acordo com a estação: inverno, verão e monções.

Curiosidades: dentro do Grand Palace existe uma miniatura (não tão mini assim) do Angkor Wat, templo que fica em Siem Reap, Camboja – que a gente também visitou, dá uma olhada aqui. Na verdade, há muitos séculos atrás, Camboja e Tailândia eram uma coisa só. Uma história marcada por muitas guerras e disputas territoriais. O significado de Siem Reap é “Tailândia Derrotada”, um lembrete à batalha onde a Tailândia perdeu aquela região para os cambojanos.

Wat Pho

Também conhecido como Templo do Buddha reclinadoTemple of Reclining Buddha – o Wat Pho fica fora do complexo do Grand Palace mas a apenas alguns minutos de caminhada.A entrada custa 100 Baht – mais ou menos R$10. Aqui as exigências com as vestimentas é bem mais tranquila e o Bruno pode entrar de bermuda sem problemas. Mas acredito que essa seja a única diferença. Mesmo assim, o bom senso é indispensável e lembre que estamos visitando um lugar sagrado, e por isso, nada que ofenda ou desrespeite a cultura do local.

Há muito o que se ver ali, mas todo mundo vai direto para o templo onde se encontra o Buddha de 46 metros de comprimento e 15 de altura. Com certeza um dos maiores Buddhas dentro de um templo que você vai ver – e provavelmente um dos mais difíceis de fotografar. rs

Além do Buddha, há outros templos e jardins e pode ser um bom momento para um descanso, já que aqui estará – com toda a certeza do universo – bem mais vazio que no Grand Palace. Ah! O ingresso te dá direito a uma garrafinha de água. rs

Parada para o almoço

Assim que saímos do Wat Pho e fomos a caminho do píer para cruzar o rio e visitar o Wat Arun, resolvemos fazer uma parada para descansar, comer e beber alguma coisa.

Eu tinha um restaurante em mente, e esse era nossa primeira opção. Pesquisei muito antes de fazer essa viagem e só li coisas boas sobre o Sala Rattanakosin. Ele fica dentro de um hotel de mesmo nome e super escondido – não foi fácil não de achar, principalmente porque conforme você vai andando por esses becos de Bangkok você não acredita que no fim do caminho vai ter alguma coisa. rs Encontramos o hotel/restaurante mas adivinha?! Claro que naquele dia estava fechado para manutenção técnica. rs Pra quem for pra Bangkok, dizem que é uma oportunidade maravilhosa de experimentar a culinária tailandesa, por um preço justo e uma vista de tirar o fôlego. Fica aqui a dica pra quem está visitando a cidade.

Saindo do hotel, com tristeza pela notícia, vi uma rampa no meio de umas caixas e resolvi seguir por ali. Eis que saio dentro do Eat Sight Story e, acreditem, a vista era ainda melhor que a do Sala Rattanakosin. Não acreditei! rs Uma área enorme aberta, na beira do rio e de frente pro Wat Arun. Paramos ali mesmo. Os preços não decepcionaram e agradeci ao fato do outro restaurante estar fechado. rs Recomendamos pelo cardápio, pelo preço e principalmente pela vista e wi-fi grátis.

Wat Arun

Última parada do nosso tour pelos templos da cidade, o Wat Arun, conhecido como Templo da Alvorada ou Templo do Amanhecer, fica do outro lado do rio Chao Phraya.

O ingresso, de apenas 50 Baht – R$5,00 – dá acesso ao templo e… é isso. rs Diferente dos outros pontos visitados no dia, o Wat Arun jogou toda a minha expectativa no chão. Não sei dizer se foi o cansaço de um dia inteiro, se foi o fato de estar em processo de restauração ou se o charme está mesmo no pôr-do-sol ou na iluminação à noite. A verdade é que eu sempre esperei encontrar uma construção imensa e que dominasse toda aquela margem do rio. Não foi isso que encontrei. Mesmo assim, está entre os templos mais importantes da cidade – é cartão postal mesmo.

Por outro lado, tudo que o Wat Arun não possui em tamanho, possui em detalhes. Toda a decoração da construção é feita com porcelana e conchas. Muitas cores, esculturas e… escadas! Gente! Haja degrau… E cada degrau tem uma altura maior do que a que gente tá acostumado, então na hora de descer é aquele medo de tropeçar e não voltar pra casa nunca mais. rs

E você, está de viagem marcada pra Bangkok ou já visitou a cidade? Conta pra gente o que achou do roteiro, envie suas dúvidas e sugestões.

 

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2 Comentários em "Grand Palace e os principais templos de Bangkok"

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Sonho em visitar a Ásia e a Tailândia é o meu foco! Adorei o blog. Roteiros completíssimos e o que é melhor, relatados por quem viveu a experiência. Fiquei fã e vou seguir. Não faço meu roteiro na Ásia sem antes passar por aqui.

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